terça-feira, 31 de outubro de 2017

Percepção da realidade aos olhos de uma miúda de 4 anos

Mãe, vou construir uma máquina muito especial. Vou construir uma máquina que arrume tudo, que tome conta da mana, que faça a comida e mais coisas! Que faça tudo! Porque tu fazes tudo, e trabalhas muito, e assim já podias brincar mais.

(E construiu uma máquina mesmo, com brinquedos, almofadas, tabuleiros e outras coisas. E foi dormir orgulhosa e feliz. Depois eu e o marido arrumamos tudo. É que a ideia é boa, mas a máquina ainda não funciona!)

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

16 meses (ainda posso contar em meses!!)

A pequena lá de casa já tem 16 meses. Tem sido uma experiência fantástica, apesar de extremamente exigente em termos de cansaço parental.
- já diz muitas palavrinhas: mamã, papá, vovó, água, não (ná), já está, está aqui, bebé, mana (nana), e fala, fala sem parar lá na língua dela!
- quando é contrariada chora, senta-se no chão, deita-se, resmunga, enfim.... a irmã nunca foi tão exuberante nestas birras.
- caminha muito bem, corre a toda a velocidade pela casa, trepa a tudo (bancos, sofá, tenta subir para as camas)
- já tem 11 dentes, anda outra vez desesperada sempre de mão na boca, e a colocar tudo na boca que sirva para coçar as gengivas.
- continua a ser perigosa com brinquedos pequenos por colocar ainda muitos na boca
- adora tomar banho, corre para a casa de banho quando digo e começa a tentar tirar a roupa. Detesta sair do banho! Chora imenso para sair, colocar creme e vestir.
- é muito carinhosa. Dá abraços, quer colo e mimo, e dá beijos acompanhados de mordidelas da bochecha! Um perigo só! Ja sabe dar miminhos, sem ser em forma de sapatada!
- já não fica a chorar na escola, e vem sempre feliz
- come muito bem, sopa incluída.
- viciadissima na mama da mãe....
- adora o pai e a mana. Mas a mãe é a pessoa favorita!
- continua uma miniatura em termos de altura e peso, mas uma miniatura despachada!
- percebe quase tudo o que lhe dizemos!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Lição de vida aos 4 anos

Na cama, enquanto a deitava, metia-me com ela e perguntei: 
- gostas muito da mamã?
- sim
- e do papá?
- sim
- e da maninha?
- sim.

Fez uma pausa e diz
- e gosto muito de mim própria. E tu mãe, também deves gostar muito de ti própria. 

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Aos 4 anos a falar como "gente grande"

Após ouvir o pai a tossir mais uma vez:
 - Mamã, claramente, o pai devia ficar deitado na cama a descansar. Claramente!!


 - Mãe, quando não queres que eu faço uma coisa, tens de pedir sem te chatear. Porque se pedires sem te chatear eu faço como tu pedos.
(E quando eu me chateio depois de pedir a mesma coisa 1000x, lá me diz ela que só não fez porque eu pedi já chateada.....)


 - Mamã, quero mais dois bebés. Eu tomo conta da mana, tu de um dos bebés e o papá fica com o rapaz que nascer. (What?!)
 - Filha, mais dois bebés é muita coisa. Não achas que já temos muita confusão lá em casa?
 -Pronto, pronto. Só mais um bebé. Ah e um cão. Um cão a sério!


E agora, cada vez que a chamamos a atenção, chora e diz que a única pessoa que gosta dela é a mana e que ela também só gosta da mana!


Ai senhores.... a adolescência a começar aos 4 anos!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Leituras

Tenho cumprido com a promessa que fiz a mim mesma. Ler mais. É algo que sempre me deu tranquilidade, sensação de prazer, e algo que faz os dias valerem a pena. E terminei o meu terceiro livro deste ano. Sei que não é muito, mas atendendo ao cansaço permanente, não está nada mau! Já vou com mais de 100 páginas lidas do quarto livro, mas tendo em conta que ele tem mais de 500, sou capaz de demorar um pouco a lê-lo.

De qualquer forma, e por causa deste novo folgo de entusiasmo com a leitura, perdi-me a comprar livros online com desconto (esta semana apanhei boas promoções na Wook e Fnac). Ao todo 5 livros. Romances, ficção, mas também uma aventura - mais um livro da Força Sigma do James Rollins que será editado na próxima semana. E, muito provavelmente, será este último que vou levar para as férias. São fáceis de ler, entusiasmantes, e valem sempre a pena!

Só isso já me faz querer ainda mais que as férias cheguem!

O exercício, esse, anda a meio gás. Sempre que tenho alguma energia depois de as deitar faço uns 30 minutos...

The days go by

Mais de um mês sem escrever. Mais de um mês em que fomos alternando entre cansaço extremo, férias, boas noites de sono e novamente más noites. Está tudo bem por cá, mas já desesperamos pelo maior período de férias. Tivemos uma semana de pausa no início de Julho, onde rumamos à aldeia e passeamos pelo Porto, e em que nos divertimos muito. Na verdade, as miúdas em passeio, são fáceis de "aturar". Elas gostam de ver sítios novos, andar sempre a visitar coisas, praia, piscina, museus, castelos, tudo é uma boa fonte de divertimento. Também gostam de estar por casa mas, apesar de cansativo, acho que para nós o tempo acaba por passar melhor em passeio. 

A mais velha, que gosta de ir à escola, está sempre a perguntar quando ficamos de férias. Depois vai, e diverte-se e vem exausta e animada, mas de manhã, quase diariamente, pergunta se já é hoje! Sinal de que o cansaço do ano está nos limites. Gostava muito de poder proporcionar-lhes mais de um mês seguido em casa, mas não dá. Serão 3 semanas, e já é muito bom. De qualquer forma vamos tentar que para a semana já fiquem com os avós 1ou 2 dias, para não ser uma semana só de escola. 

A próxima semana já é em modo poupança de energia, para que as férias sirvam, verdadeiramente, para recarregar baterias! 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

As leituras de uma mãe sonolenta

Eu adoro ler! Sempre adorei. Mas desde que tive as miúdas que tenho andado a prevaricar, e a não fazer o gosto à mente e à alma. Perco-me com os ecrãs, ou simplesmente com os sono, e a leitura estava a ficar para trás. Mas nos últimos 2 meses tenho tentado inverter essa tendência. Tenho lido quase todos os dias, e tem-me dado um enorme prazer. A verdade é que também tenho optado por livros que para mim são de leitura fácil, que prendem pelas histórias relativamente simples mas com uma dinâmica que capta o leitor, daí que Nora Roberts tem sido uma escolha recorrente. Isso e o facto de ter uma porrada de livros desta autora à espera de serem lidos!

Já vou no 3º livro este ano! Nada mau para quem pouco dorme.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Quase 4 ano e 4 meses da mais velha

Aguentou-se muito bem à chegada da irmã. Adora a pequenina, apesar de de vez em quando dar abraços apertados demais, ou tentar tirar-lhe algum brinquedo. É super protectora: não posso, de forma alguma, "ralhar" com a bebé, "porque coitadinha mamã, ela é pequenina e não sabe o que faz".
 
É uma miúda esperta, com uma boa inteligência emocional, e sabe ler muito bem os nossos sentimentos.  Ainda outro dia me disse "mamã, lê-me só a história e depois eu fico sozinha no quarto, porque já sei que vocês ainda têm a cozinha para arrumar". Ainda tem coisinha de bebé, mas ao mesmo tempo está uma menina grande. Veste-se sozinha, mas se puder ter-nos por perto a ajudar ou ver, agradece. Passou aí uns 15 dias com muitas birras e choros sem sentido, que já lhe passaram. É uma criança fácil de uma forma geral. Companheira de conversas e actividades, vale a pena estar com ela. Ainda ontem deixamos o pai com a mais nova em casa e fomos dar uma volta às lojas locais e comprar pão.
 
Claramente é uma miúda racional, de raciocínio lógico, mas fico feliz de já acontecer mais vezes vê-la perdida no mundo da fantasia com os brinquedos (tão importante para a criatividade, capacidade de inovação e resolução de problemas). Adora tudo o que é desporto. a dança é das coisas favoritas, mas também o futebol, ténis, correr e saltar, ginástica, etc. Se for de mexer o corpo, ela gosta!
 
ao mesmo tempo adora livros. Já me disse que quer muito ler e escrever e que tem pena de não saber.
 
A mãe é a pessoa dela, sem dúvida. Tem um amor doido pelo pai, e adora os 3 avós. Mas a mãe...
 
É pouco reivindicativa fora de casa. Isto é, não a vemos com frequência dizer que não gosta disto ou daquilo na escola. É raro queixar-se nesse sentido. Às vezes gosto disso, outras vezes fico preocupada. Espero que não seja ausência de sentido crítico ou de achar que tem de seguir sempre o que os outros lhe dizem.
 
É mimalhinha com a mãe e pai, com os outros detesta apertos!
 
 

1 ano e um mês

Não anda. Corre! Corre tudo, de uma ponta à outra da casa.

Já se senta sozinha na cadeira pequena, tenta trepar para cima do sofá e, se não for muito alto, consegue. Tenta descer do sofá virando as perninhas para fora de costas.

Dança muito, bate palminhas com toda a alegria.

Fala muito, mesmo que não diga muitas palavras que se percebam. Diz mamã muito bem, acho que já diz mana (mas nem sempre tenho a certeza), olha e olá, e mais umas palavras que eu tenho dúvida se são bem dirigidas.

Quando lhe peço para me dar um xi, vem a caminhar de braços abertos e dá um xi apertadinho.

Dá beijinhos na minha cara (de boquinha aberta, babando-me toda!).

Anda sempre atrás da mana, e deita a cabecinha no colo dela.

Detesta ser contrariada e faz uma fita.

Adora bonecos tipo nenuco, dá beijinhos e colinho. Brincar na casinha de exterior.

Continua a colocar tudo na boca (um verdadeiro drama!!) e a adorar maminha.

Continua a alternar noites razoáveis em que acorda uma vez com noites péssimas em que acorda 3-4 vezes.

Está outra vez adoentada.... nem com o tempo quente me livro de maleitas!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Ai, que eles crescem a olhos vistos!

A minha mais nova está a crescer tão rápido!!!
 
É vê-la a tentar acompanhar a mais velha de 4 anos! Sentadinha numa daquelas cadeiras de plástico do Ikea, de lápis de cor na mão, a fazer rabiscos. E tirá-la de lá? Pois, está bem! Chateadíssima comigo porque peguei nela ao colo (para lhe mudar a fralda), resmungou todo o tempo, até voltar para a junto da mana. 
 
Adoro ouvir a minha mais velha a dizer: maninha! Só não é tão giro quando a mais nova decide puxar o cabelo da mais velha... ou a mais velha dá aqueles abraços, demasiado apertados, à mais nova. Mas pronto. A relação de irmãos é mesmo assim. Espero que se preservem amigas e que a vida as trate de unir cada vez mais, sem desentendimentos ou afastamentos, como se vê em muitas famílias.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Andar de avião com os mais novos.

Esta ausência deve-se aos melhores dos motivos: festas e mais festas e férias com as crianças! A primeira vez de avião com as duas, e a primeira vez para a mais velha que já tem percepção das novas aventuras. Só posso dizer que correu lindamente e aconselhar quem tem receio: viajem! Os miúdos em viagem são mais fáceis de aturar (pelo menos as minhas), adoram ver coisas novas (mesmo a pequenina andou numa animação só) e simplifiquem!
 
 - A mais velha adorou andar de avião e portou-se lindamente, não saiu do seu lugar, sempre de cinto posto, e nem se chegou a aborrecer entre conversa connosco e uns desenhos animados no tablet. Resolvemos a questão da subida e aterragem com pequenos golos de água e só se queixou um pouco na descida na viagem de ida. A mais nova, como mama, foi fácil resolver: sempre com o cinto da companhia aérea colocado foi sempre a mamar nas descolagens e aterragens. Para lá ainda dormiu, mas para cá veio acordada e numa animação o tempo todo! A muda da fralda (que foi necessária) foi feita no wc do avião que tem uma mesa de muda rebatível por cima da sanita.
 
 - Levamos o carrinho da mais nova até ao avião, e na viagem de ida tivemos de levantá-lo no balcão dos "fora de formato", mas para cá, no aeroporto do Porto, entregaram-nos mesmo à saída do avião mal o tiraram do porão e deu um jeitaço. Escolham um carro leve, faz toda a diferença! Nós compramos um novo da Chicco que pesa menos de 4kg, fácil de conduzir, abre e fecha com uma mão (dá muito jeito) e super leve para carregar na mão/ombro.
 
 - Bagagem: viajamos com muito pouca roupa! 2 malas de cabine apenas, para 4 pessoas. De qualquer forma, quando chegamos ao aeroporto fomos ao balcão do check in para etiquetar o carrinho e perguntaram-nos se não queríamos enviar as malas para o porão de forma gratuita. Foi o melhor que fizemos: não precisamos de nos preocupar com os líquidos e levamos mãos livres para as pequenas. Na viagem de volta fomos nós que perguntamos se podia ser, e fizeram-no de forma gratuita novamente.
 
 - Comida da bebé: não houve qualquer problema com a comida da bebé. Levamos numa pequena térmica connosco no avião, passaram as embalagens numa máquina de teste de segurança. é certo que tentamos levar tudo embalagens fechadas, excepto a caneca da água que tinha menos de 100ml, não fossem implicar.
 
Foi muito gratificante, e os aeroportos estão super habituados a crianças, e os assistentes de bordo também, esclarecendo prontamente todas as nossas dúvidas!

domingo, 21 de maio de 2017

A percepção das crianças é fascinante

Diz a mais velha à minha mãe:
 - Sabes avó, a minha mãe tem de trabalhar ao computador e às vezes comigo e com a mana não é fácil!

Lá está, eles percebem muito bem as coisas, mesmo sem ser necessário explicar. Julgo que me terá ouvido dizer que quando elas fossem dormir me ía sentar a trabalhar. Ou foi numa das noites em que foi o pai a deitá-la e eu fui directa para o computador depois de deitar a mais nova.

Trabalhar à noite não é, de todo, a solução ideal, principalmente para quem não dorme o suficiente há muito tempo, mas pelo menos assim não sinto que roubo tempo de estar com elas. Claro que se tivesse de ser, seria, mas assim fico mais tranquila. e, na verdade, trabalhar com elas acordadas, ainda é mais stressante porque há barulho e elas sempre coladas a mim! E tentar ler uma frase enquanto ouvimos "Mamã!" mil vezes seguidas não é fácil!!

quinta-feira, 18 de maio de 2017

1 ano da mais nova!

A mais nova já tem um aninho e, de prenda de anos, começou a caminhar! É certo que ainda é trôpega, e que só dá uns 4-5 passos seguidos, tendo sempre que estar alguém ali perto dela, mas é tão giro vê-la a andar com os bracinhos no ar!
 
Já tivemos a primeira festinha, no próprio dia, só para assinalar o 1º aniversário e, no fim de semana, juntamos a família e cantamos os parabéns mais uma vez. Nem acredito que já passou um ano inteiro... e o passar do tempo traz a necessidade de tomar determinadas decisões.
 
Estamos extremamente felizes por termos as nossas duas meninas e a ideia do terceiro vai a pouco e pouco esvanecendo. Na verdade, o facto desta dormir mal, não ajuda em nada a voltar a pensar no assunto. Sinto-me uma fraca quando olho para as famílias com 3 e 4 filhos, que parecem que fazem tudo na boa. Não consigo deixar de pensar que assim estamos num bom equilíbrio familiar e financeiro, que elas se têm uma à outra e se dão bem, que a fase cansativa está mais perto de passar, que aos poucos podemos começar a repensar em viver a nossa vida. Mas ao mesmo tempo é difícil apagar a ideia do sonho dos 3 filhos. Não sei. Não sabemos. Continuamos sem nenhuma decisão tomada, mas tudo aponta a que fiquemos por aqui. Precisamos os dois de descansar, de sair deste esforço diário, apesar de extremamente gratificante e de em nenhuma altura nos termos arrependido de termos filhos, mas precisamos de tempo. Para elas, para nós, sem ser no corre corre diário, sempre a sentir que lhes faltamos com atenção. Andamos com vontade de podermos fazer exercício, podermos passear sem levar um saco de fraldas ou comidinhas próprias atrás, e isso está quase ali ao virar da esquina. Não sei se conseguimos tomar a decisão de voltar novamente ao ritmo de um recém nascido.
 

sábado, 13 de maio de 2017

Concentração com crianças em casa

Durante esta semana tenho de preparar um pequeno trabalho para apresentar e, obviamente, é suposto fazê-lo em casa, fora do meu horário laboral. O pequeno problema é que estar sentada ao computador, com duas miúdas 24h/dia em casa durante o fim de semana, torna a tarefa hercúlea! Silêncio é coisa que não existe, mas ainda se fosse só o barulho... mas não. Mal percebem que estou ocupada a mamã é essencial para tudo o que querem fazer. A mais velha diz logo que não quer brincar sozinha (quando é que isto passa?!!), e a mais nova sempre que me sente vem a gatinhar e agarra-se às minhas pernas a pedir colo. O pai lá vai brincando com a mais velha enquanto impede a mais nova de meter tudo o que encontra à boca (E isto, quando é que passa?!!), e eu trabalho aos soluços, 10 minutos de cada vez, fazendo com que nunca chegue a concentrar-me a 100%.

Bem, um pouco de cada vez, vamos lá ver o que consigo! Depois de elas estarem a dormir, seria a altura ideal para trabalhar calmamente mas, invariavelmente, adormeço. Vida de mãe trabalhadora....

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Novos hábitos: como minar as suas relações em alguns passos.

As novas tecnologias têm afastado a minha geração, e outras, do que, antigamente, eram as principais fontes de relaxamento antes de ir dormir: ver um pouco de tv, ler um livro, jogar cartas ou algum jogo em família. Em minha casa, quando era pequena, o meu pai lia o jornal, a televisão estava sintonizada no canal 1 para não perder o telejornal, comíamos na cozinha sempre sem televisão, jogávamos às cartas, e depois, quando chegaram os outros canais e mais telenovelas, a minha mãe via a telenovela (na altura era só uma!) da noite, enquanto o meu pai lia o seu jornal, e os filhos andavam pela sala a brincar ou fazer jogos em conjunto. Hoje em dia o paradigma mudou. Com a tv por cabo, tablet, smartphones, consolas de jogos e toda uma panóplia de nova tecnologia, as famílias reunem-se (ou afastam-se) ao som das novas tecnologias. 

É ver as pessoas com os telemóveis ao mesmo tempo que estão, supostamente, a ver uma série que gostam, as crianças a ver desenhos animados, e com um tablet na mão ao mesmo tempo, cada um para seu lado, televisões ligadas durante o jantar com todos com a cabeça virada para a mesma, casais que vão para a cama de telemóvel em punho a adiar a hora de ir dormir, distraídos com uma qualquer actualização do facebook que em nada os enriquece, em vez de conversarem, lerem um livro, fazerem amor, etc. É que não chega estarem atentos a uma coisa só! Há quem diga: mas qual é a diferença? Antigamente lia-se o jornal, hoje vemos as noticias na net. A verdade é que não é a mesma coisa porque a vida online é uma fonte inesgotável de distracção e, principalmente, a meu ver, causa um alheamento muito maior. Isto é: as pessoas não conseguem dar atenção à vida familiar que se desenrola à sua volta e deixam de interagir com a família. 

Aqui, temos tentado contrariar um pouco isto, apesar de nem sempre ser fácil. A tentação das noticias na hora, da vida aparentemente perfeita dos outros, o acesso a toda a informação online é viciante. O cansaço e dificuldade em ter iniciativa para fazer alguma coisa, também não ajuda. Mas lá vamos aos pouco. Tablet para a mais velha só ao final de semana e uns 30 minutos máximo, nós tentamos chegar e pousar os telemóveis e dar-lhes atenção a 100% focados, sem estar sempre a ir ver se alguém disse alguma coisa no Messenger ou whats app. E, depois de elas adormecerem, conversamos um pouco, vemos alguma coisa juntos na tv e lemos. E então, abolimos completamente as novas tecnologias? Não, claro! Há ali uns pequenos períodos em que realmente estamos online, ou quando a pequena já dorme e a mais velha está a ver o seu bocadinho de tv diário, ou deixamos uma pequeno período para isso quando estamos já só os dois. Mas a verdade é que temos tentado diminuir.

Isto escrito assim parece ridículo! Como é que nós estamos a brincar com as miúdas e a mexer no telemóvel? Porque raio fazemos isso? Isso é sabotar o nosso vinculo com as crianças e ensinar-lhes que não faz mal não prestar atenção ao que se está a fazer, que é normal falar com uma pessoa e pegar no telemóvel para falar com outra ao mesmo tempo! E não é normal. Isso é uma falta de respeito. Se já fiz isto, sim! Mas é algo que tem tendência para não se repetir. Quero que as minha filhas não achem que o telemóvel é um prolongamento das minhas mãos! 

A propósito disto: ainda ontem no café estavam 2 amigas, adultas com bem mais de 30 anos, cada uma com o seu telemóvel na mão. Pediram a um senhor para tirar fotografias, fizeram poses, sorriram, e voltaram a mergulhar cada uma no seu telemóvel! Ora isto não faz sentido! Provavelmente ainda devem ter postado no facebook uma foto com uma legenda a dizer "fantástica tarde de amigas"...

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Amor de irmãs

 - Mãe, estou muito feliz por ter uma mana.
 - Ai estás? E achas que os pais têm tido tempo para as duas e damos atenção?
 - Olha tu ficas com a maninha e o papá comigo e depois trocamos. Não é?
 - Sim, às vezes é assim.
 - Oh mamã, ela é tão fofinha....

Isto passou-se antes de deixar a mana pequena a chorar por lhe tirar qualquer coisa das mãos e fazer de conta que lhe ia dar e fugir com o brinquedo... Esta bipolaridade fraterna é deliciosa!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Grão a grão

Grão a grão enche a galinha o papo. Bem verdadeiro este ditado. Pois ontem a pequena adormeceu novamente antes das 20h e a mais velha estava KO, não queria brincadeira e pediu-me para beber leite em vez de jantar (coisa que de vez em quando não me importo uma vez que ela come sempre muito bem). Fui fazer a minha bicicleta para o quarto e a mais velhinha veio fazer-me companhia. Pedalei 40 minutos e no final uma série de alongamentos com o acompanhamento da minha filha, que também fez os exercícios. Não sei quanto tempo vai durar, mas havendo oportunidade, vou treinar. Grão a grão enche a galinha o papo. Só vos digo: cócórócócó!!!

terça-feira, 9 de maio de 2017

Oh pá, não está fácil com o exercício!!

Pois da última vez que falei de exercício físico estava toda motivada por ter voltado à "luta". Acontece que depois disso as minhas duas filhas estiveram doentes, com situações que nos tirou o sono a nós, a elas, e que virou esta casa do avesso. E nem o facto de ter ficado com elas em casa uma semana ajudou a que tivesse mais tempo/disponibilidade física e mental para exercitar. Ontem, e porque não devemos perder oportunidades, elas adormeceram as duas bem cedo, e eu pus mãos à obra. Isto é, fiz o meu programinha de exercícios. O problema é que como a frequência é pouca, com intervalos significativos entre os dias de esforço, cada vez que "recomeço" parece que alguém me vai arrancar um pulmão! Ai que estou tão em baixo de forma! Ajuda muito ter um peso bem controlado, mas não há dúvida que estar magro é muito diferente de estar FIT. E eu quero ser fit, porque me dá uma energia e bem estar indescritível! Faz-me sentir, literalmente, uma super-mulher.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Memórias!

Antes da minha filha nascer estive a reunir as melhores fotos que tínhamos desde o nascimento da mais velha e mandei imprimir tudo! Mas tenho fotos por imprimir há mais de um ano, pelo que, há uns tempos, comecei a seleccionar e reunir numa pasta, para voltar a imprimir. Poderia ir imprimindo aos poucos mas a verdade é que as lojas têm pacotes em que, quantas mais fotos, mais barato é o preço da impressão de cada foto. Da última vez entre fotos para nós e para os nossos pais, foram mais de 500. Agora vamos ver! Estou neste momento no mês de Maio de 2016. Se levar isto certinho a ver se em breve já tenho fotos da mais nova nas molduras da casa!
(Sim, ela tem quase um ano e nós ainda quase não temos fotos dela em papel!)

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Quase 1 ano !

A minha pequena está quase quase a fazer 1 ano! Como passa rápido o tempo! Apesar de estar doente demasiadas vezes, está cada vez mais engraçada e bem disposta, e mais colada à mãe.

- já faz adeus com a mão e atira beijinhos.
- já diz olá e mamã
- caminha muito bem agarrada a tudo, ou com a nossa mão
- senta e levanta sozinha
- brinca muito
- adora a mana e ri quando ela ri, e chora quando ela chora.
- tem um sorriso lindo e fofinho com dentinhos amorosos
- mastiga muito bem
- é viciada na mãe
- quando vê o pai chegar a casa fica louca e só pára no colo dele
- não gosta de ser contrariada
- continua a não dormir bem e adora maminha.
- calça o 19
- ainda veste alguma roupa 6-9 meses
- acho que não passa dos 8kg



segunda-feira, 1 de maio de 2017

Apesar da semana terrível e do cansaço, fomos. E compensou!

Tal como disse, a semana foi passada em casa com as duas doentes. Tínhamos marcado ir para fora neste fim de semana já há uns 2-3 meses atrás e, apesar do cansaço da semana, como elas no fim da semana já estavam bem, arriscamos e viemos na mesma. E valeu mesmo a pena! Só consegui fazer as malas de manhã, e por isso perdemos esse tempo e, como era expectável, a minha mais nova chorou quase todo o caminho que foi acordada! Este é ainda um grande travão às viagens de carro porque ficamos cansados do choramingar.

Nestes dias fomos só nós os 4 e foi perfeito para as manas se ligarem ainda mais, e arrancarem gargalhadas uma da outra. Brincaram, partilharam, dormiram muito bem (a mais nova só acordou uma vez por noite!!!), estiveram quase sempre bem dispostas. Nós tivemos de andar sempre à volta delas, por isso não houve momentos de pausa, a não ser durante a sesta da pequenina. Apesar de todo o cansaço, sem ajudas, foi espectacular estarmos juntos 24h por dia e criarmos ainda mais laços. O entusiasmo da mais velha foi sempre enorme, com algumas birras à mistura, mas super satisfeita.

Estamos com vontade de repetir os passeios, e a rezar para que a pequena melhore de humor nas viagens!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

A maternidade a trocar-me as voltas desde 2013!

Sabem aquelas alturas que temos tanto trabalho que só pensamos: se tiver de ficar em casa por algum motivo vai ser impossível! Pronto, eu estou nessas alturas. Como é óbvio, quando se é mãe, não há más alturas para as miúdas ficarem doentes, as duas ao mesmo tempo. Resultado? Estou em casa com elas a semana toda! Felizmente, e depois de  um fim‑de‑semana com várias idas à urgência, estão melhores! As duas a antibiótico, é certo, mas já com a parte infecciosa perfeitamente controlada. Agora é respirar fundo que na próxima semana vou ter de trabalhar por 3!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O maior desejo de qualquer mãe

O que qualquer mãe mais deseja é a saúde dos seus filhos. Essa é a grande prioridade e, mesmo que haja muitas noites mal dormidas e algumas birras, se os nossos pequeninos forem saudáveis, tudo se vai fazendo. O problema é quando os problemas de saúde nos batem à porta.
 
A minha mais velha, no seu primeiro ano de vida, teve imensas vezes doente, mas poucas foram as de grande preocupação, ou seja tudo viroses, com necessidade de medicação para controlar a febre e pouco mais. 
 
A mais nova tem dado mais alguma preocupação. Infecções bacterianas, com necessidade de antibiótico, misturadas com as viroses características da idade, tem-nos obrigado a uma atenção constante com a  sua saúde. E a verdade é que nunca se está descansado, temos sempre um desconforto interno, sempre uma atenção aos mínimos sinais, para não deixar evoluir situações que sabemos poder ser graves.
 
No fim de semana assim foi. Algo fez soar os alarmes na minha cabeça e, instinto de mãe não falha.
 
Medicação, exames, consultas em mais especialidades. É isto. Sempre com o coração um bocadinho fora do peito. E no meio disto tudo, levar uma vida normal, o mais normal possível, manter as rotinas das duas, principalmente da mais velha, ser mãe e pai para as duas, tentar termos uns momentos para conversarmos os dois, delinearmos estratégias comuns, estarmos como casal que somos e que pouco tempo (e energia) temos para ser.
 
Sentimos muitas vezes que não conseguimos fazer passeios giros, que nos tem faltado o tempo a 4 de qualidade, sem nenhuma doente. Mas já estamos a planear um fim de semana em breve, para matarmos saudades uns dos outros e do ar puro!

E agora é só esperar que a pequenina recupere e não volte a ter problemas tão cedo!
Haja saúde!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Porque será que temos sempre o "não" na ponta da língua?

Na verdade é muito mais fácil dizer que sim. Quantas vezes os nossos filhos nos pedem alguma coisa e a nossa primeira reacção é "Não". Quando na verdade, se pensarmos melhor, até podemos começar a frase com um  "sim", o que muda de imediato toda a história. Ontem aconteceu-me uma dessas situações.
 
A minha filha pediu-me para "acampar"e dormir na tenda. E a minha primeira resposta foi "Não, filha", seguida de todo um conjunto de desculpas: não é confortável ficares lá toda a noite, não temos colchão para o chão da tenda, depois acordas meia baralhada a meio da noite, etc. Eu queria era deitá-la na caminha e poder descansar um bocado também! Estamos a falar de uma tenda do IKEA que vamos montando/desmontando no quarto de brincar, sempre que ela se lembra de querer um esconderijo ou quando pede especificamente por ela. Claro que ela começou a choramingar, que queria muito acampar, e anda lá mamã só hoje, vá lá deixa. Eu parei e pus-me a pensar melhor na minha reacção que foi, na realidade, muito pateta e pouco inteligente. Então toca de mudar a atitude e pensar no que fazer.
 
 - Filha, o que me dizes de nos deitarmos na tenda a ler a história da noite?
 - Mas eu quero dormir na tenda, mamã! Vá lá, por favor!
 - Então lemos a história e podes adormecer na tenda e a mãe deixa-te lá dormir, mas depois levo-te para a tua cama porque na tenda a noite toda não é muito confortável. ok? Olha tive uma ideia, e se levarmos a lanterna para iluminar o livro enquanto lemos?
 - Eh boa!! Pode ser então mamã, mas deixas-me lá dormir um bocadinho, ok?
 
E pronto, lá fomos para a tenda, lemos o livro e quando ela ía adormecer diz: pronto mamã, já está bom. Acho que realmente prefiro dormir na minha cama.
 
E assim se faz uma miúda feliz, sem dificuldade nenhuma. E foi perfeitamente escusado eu dizer-lhe logo que não! Mais valia ter dito que sim, fazíamos toda esta brincadeira sem ter havido qualquer drama. Na realidade porque disse eu que não? Porque não queria mudar a minha rotina e ter esse trabalho. Porque me foquei no meu cansaço e no que eu queria. Mas este é um caso em que dizer que sim se mostrou super interessante e giro e vivemos juntas uma experiência diferente!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Das vacinas

Cá por casa somos adeptos da vacinação (obrigatória e não só), sendo que a bebé já fez a primeira dose de Bexsero. Deparamo-nos agora como uma situação que nos está a angustiar. Por ter estado doente, teve de ser adiada a toma da segunda dose de bexero e, consequentemente, estamos com receio que tenhamos de adiar a toma das vacinas dos 12 meses, que inclui a do Sarampo! Mais do que isso, no final deste mês vamos para a zona de Lisboa passar um fim de semana e estou cheia de receio uma vez que os casos que surgiram foram de Lisboa para baixo. Nessa altura ela ainda não terá um ano e por isso não estará protegida. E tenho receio. Claro que tenho.
Uma certeza eu tenho, mal possa vai ser vacinada!!

11 meses da mais nova

A minha pequenina já tem 11 meses!
Nesta idade os nossos bebés estão cada vez mais engraçados e brindam-nos com novas gracinhas diariamente. Não é por ser o segundo filho que me encanta menos. Tenho o mesmo entusiasmo, com a única diferença que já acho mais "normal", apesar de igualmente doce.

 - Já diz olá e estreou-se no mama. Sabe tão bem ouvi-la dizer: mama! E ontem disse Mana. Ui que a mana mais velha ficou louca de alegria!!!!

 - Caminha agarrada a tudo, está sempre a pôr-se em pé e já aguenta uns bocadinhos sem estar agarrada. Caminha bem com as duas mãos dos adultos e já dá uns bons passos só com uma mão.

 - Continua pequena e leve, a minha mini fofinha.

 - Come relativamente bem, mas pouco de cada vez. Ainda não consigo em casa dar-lhe sopa + pato + fruta. Só consigo 2 das coisas nos dias bons. E mesmo que reduza a quantidade de cada um, ao trocar de paladares ela depois recusa o segundo prato.

 - É uma resmungona que não aprecia nada ser contrariada e tem uma vida que nos deixa exaustos.

 - Continua a adorar maminha.... e continua a recusar biberão. Amamentação até quando? Só o tempo o dirá.

 - Fica doente com demasiada frequência. Está novamente a antibiótico. Desde Fevereiro  já vamos no terceiro. Já não sei que faça. estamos realmente cansados, e sempre com as noites perturbadas por todas estas situações.

 - É muito meiga e gosta que lhe façam festinhas nas costas e encostar a cabecinha quando está cansada.

 - é o delírio da irmã mais velha que também já tem mais ciúmes. :)

quinta-feira, 13 de abril de 2017

4 anos e um admirável mundo novo

A minha mais velha mostra, a cada dia que passa, uma evolução comportamental incrível, obviamente característica da idade, que tem sido uma delícia de acompanhar. A eloquência dos seus raciocínios e respostas, deixa-me não poucas vezes pasmada. Às vezes parece que estou a ter uma conversa com um adulto sensato!
 
Ontem, com uma caderneta cheia de "cromos", fomos comprar um peluche do Lidl. Claro que gostou de mais que um, e agarrou logo uma vaca e uma ovelha. Rapidamente lhe expliquei que só podia escolher um e como funcionava o esquema das cadernetas.
 
 - Pronto, já percebi. Só posso escolher um hoje, não é?. Ok. Quero a ovelha.
 
E pronto. Poderia ter dado uma birra, apesar de ela nunca me ter presenteado com cenas complicadas nos supermercados, mas rapidamente percebeu que não podia ter mais de um peluche.
 
E como esta, há outras. Por exemplo lá em casa ela só come doces (um chocolate ou chupa-chupa), ao fim de semana. É uma regra e quando ela vem pedir basta perguntar-lhe em que dia da semana estamos que ela percebe o objectivo da pergunta e diz logo:
 
 - Pois, o que eu te queria perguntar é se posso comer no sábado!

Adoro que assim seja e adoro assistir a este magnifico desenvolvimento!

terça-feira, 11 de abril de 2017

E como eu não dou para o coitadismo...

Achei que devia dizer um BASTA à falta de exercício físico. Ficar a queixar-me do cansaço e noites mal dormidas, falta de tempo/vontade para exercitar e outras coisas que tais, não me devolve o bem estar que o exercício me traz, pelo que pus "mãos" à obra e toca de recomeçar. Sim, é verdade. Tão rápido me queixei como recomecei. Na verdade desde Setembro que não conseguia avançar com esta energia. Energia é como quem diz, que essa continua um pouco em baixa por aqui, tendo em conta que continuo a dormir pouco e mal. Mas não interessa. Não sei quando vou passar a dormir bem e não posso estar eternamente à espera pelo momento perfeito, porque esse nunca mais chega!
 
Há 2 dias que faço exercício. Sim, ainda só foram 2 dias, mas é para manter. A que horas? Às 22h, depois das miúdas estarem na cama e ter as coisinhas arrumadas e a cabeça tranquila. Esta não é, de todo, a minha altura favorita para exercitar, pois todo o tipo de exercício (que não seja estar deitada na cama), me custa! Mas é quando é possível. Antes disso tenho as meninas, e perto da hora de ir dormir não é altura para lhes tirar tempo. De manhã simplesmente nem de grua me levanto, ou a mais nova consegue acordar antes das galinhas, bloqueando qualquer hipótese. E na verdade à noite, raramente adormeço antes das 23h, sendo que fico a ver tv ou a navegar na net. A fazer exercício o tempo é mais bem utilizado, e posso ver tv na mesma, só não estou é deitada!
 
Voltei ao meu plano de bicicleta fixa e grupo de exercícios funcionais, feitos no domicilio seguindo o plano da Kayla Itsines. Correr também me saberia bem, mas penso que não devo conseguir mais que uma vez pr semana. Agora aos poucos vamos ver o que consigo introduzir.
 
E já sinto efeito, pelo menos a nível da energia diurna. Tenho menos sono, e sinto-me mais bem disposta.
 
A ver vamos se desta é de vez.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Preciso de exercício! Por favor!!

Após vários anos parada em termos de exercício, quando engravidei da minha filha mais nova estava altamente motivada, corria umas 3-4x por semana 5-6km de cada vez, que não sendo muito, já era muito bom para mim! Quando engravidei, e por causa da gravidez de risco anterior, parei o exercício. Quando a mais nova nasceu, passadas 6 semanas já tinha reiniciado a actividade física, com muito esforço pela falta de descanso característica da altura. Mas depois das férias, em setembro, não consegui continuar. O cansaço foi acumulando, ela sempre acordou muitas vezes durante a noite e acorda muito cedo, e não tenho feito nada há mais de 6 meses. A questão é que sinto muita falta e muita  vontade de voltar ao exercício, mas o cansaço ganha-me todos os dias. Como travar este círculo vicioso? Como arrancar e manter-me fiel apesar do cansaço? Eu não gosto nem quero ir ao ginásio. Eu gosto de fazer em casa, mas tal só é viável quando elas já dormem, ou antes de acordarem. Mas depois de as deitar estou k.o., e a mais nova acorda 3-4x durante a noite e de vez lá pelas 6-7. Assim quando faço eu exercício?

quarta-feira, 5 de abril de 2017

O raio do setimento de culpa das mães

A mais nova está doente, com necessidade de ficar em casa o resto da semana. Eu estou numa fase profissional de imensa satisfação mas também, de imenso trabalho e responsabilidade. O que significa que, de repente, faltar 3 dias ao trabalho não seja fácil.
 
Até hoje, sempre que as pequenas ficaram doentes, ou fiquei eu em casa, ou um dos avós. Acontece que desta vez as coisas foram diferentes! Os avós paternos não estão cá, a avó materna tem os restantes netos a "acampar" na sua casa, pelo que ficamos sem rede de apoio. Assim um dos pais teria de faltar. Inicialmente ainda pensámos em ser eu, a escolha "óbvia" por ser mãe e estar habituada a lidar com elas quando estão doentes, mas logo vimos que em termos de logística profissional não iria ser fácil. E pronto, foi assim que pela primeira vez em 4 anos, ficou o meu marido em casa com uma das filhas.
 
Eu estou no trabalho num misto de satisfação por poder "seguir" a minha vida e de sentir que de alguma forma estou a falhar. O meu subconsciente (ou bem consciente) está aqui a dizer-me:  Afinal qual é a mãe que não fica com os seus filhos quando estão doentes? Afinal qual é a mãe que "deixa" que seja o marido a ficar com as crianças doentes? É engraçado que a mulher seja assim, com este sentimento de culpa latente. A criança está bem, com o pai que é perfeitamente capaz e auto-suficiente, e eu estou aqui a martirizar-me. E quando é ao contrário o meu marido vai trabalhar sem qualquer problema de consciência, apesar de ligar durante o dia a saber como estão as coisas.
 
Agora, como resolver este sentimento dentro de mim? Respirar fundo, aproveitar a excelente estrutura familiar que temos (e o facto de ambos "sabermos" tomar conta das crianças"), e trabalhar. Sexta feira está quase aí e depois já mimo a pequenina ao máximo!